Petrópolis inicia instalação de novo radar meteorológico importado da Finlândia para reforçar monitoramento das chuvas

 

A cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, começou nesta semana a instalação de um novo radar meteorológico Banda X, no bairro Morin.

O equipamento, fabricado na Finlândia, promete ampliar a capacidade de monitoramento das chuvas e deve entrar em operação até o próximo verão, segundo a prefeitura.

O novo sistema faz parte das ações de prevenção a desastres após os graves temporais registrados nos últimos anos no município. O radar utiliza tecnologia de alta resolução para identificar, com mais precisão e antecedência, áreas com potencial de chuva forte em curto alcance — informações que poderão ajudar na emissão de alertas pela Defesa Civil.

De acordo com o prefeito Hingo Hammes, a instalação do radar representa um avanço na política de segurança e prevenção da cidade. “Queremos que a Defesa Civil tenha as melhores ferramentas para emitir alertas com mais precisão e agilidade”, afirmou.

A estrutura ainda passa pela fase de montagem e testes. O secretário de Proteção e Defesa Civil, Guilherme Moraes, explicou que, após a instalação, haverá treinamento das equipes técnicas responsáveis pela operação do equipamento.

A expectativa é que o radar esteja pronto para uso antes do período de chuvas intensas, que costuma começar entre dezembro e janeiro.

Histórico de tragédias climáticas em Petrópolis

Petrópolis tem sido marcada por desastres provocados por chuvas intensas, deslizamentos e enchentes — muitos com impacto profundo sobre população, infraestrutura e memória local. Alguns episódios recentes:

  • Tragédia de 15 de fevereiro de 2022: considerada a pior da história da cidade. Em poucas horas, choveu volume superior ao esperado para todo o mês de fevereiro — cerca de 258–260 mm em cerca de três horas. O desastre resultou em 235 mortes, mais dois desaparecidos, milhares de desabrigados e desalojados.
  • Um segundo temporal em 20 de março de 2022 deixou mais vítimas, reforçando o alerta sobre áreas frágeis.
  • Em 2011, outro grande desastre na Região Serrana — que afetou Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis — resultou em centenas de mortes. Em Petrópolis, foram 73 mortos naquele episódio, entre deslizamentos e enchentes.
  • Em 1988, Petrópolis também viveu uma tragédia grave: após dias de chuvas continuadas, ocorreram deslizamentos fortes que deixaram dezenas de mortos, com desabamentos em morros e alta ocupação irregular de encostas.

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